domingo, 26 de abril de 2015

CACHAÇA SAMANAÚ

No dia 21 de outubro de 2012 a Cachaça Samanaú Prata, oriunda da cidade de Caicó,  encravada no Sertão do Seridó, a 280 quilômetros da capital do Estado do Rio Grande do Norte, foi premiada como a segunda melhor cachaça do mundo pelo New York International Spirits Competition (NYISC), a maior competição de destilados do mundo. A competição é realizada anualmente e reúne o melhor da produção mundial de destilados. O júri era formado por lojistas de varejo, donos de restaurantes e bares, distribuidores e importadores. A Cachaça Samanaú foi agraciada com uma Medalha de Bronze

CACHAÇA EXTREMA

A Extrema nasceu na cidade de Pureza e aposta na produção orgânica da bebida para se firmar nos mercados nacional e internacional. De acordo com o diretor Anderson Faheina, a empresa mantém determinadas práticas para livrar o produto de substâncias químicas nocivas, como é o caso da troca do ácido sintético, usado nas usinas de produção em grande escala, por suco de limão, que possui ácidos naturais, na fermentação da cachaça. Os agrotóxicos foram extintos da plantação da cana-de-açúcar e de outras matérias-primas usadas na produção da bebida. Medidas que renderam, em 2010, a certificação por parte do Instituto Biodinâmico (IBD).
FONTE - INTERNET

RN JÁ PRODUZ CACHAÇA ORGÂNICA


Roberto Lucena - repórter


A cachaça é a bebida destilada mais consumida no Brasil e a terceira no mundo. A produção anual no país ultrapassa 1,3 bilhão de litros e o número de produtores é superior a trinta mil. O faturamento do setor é estimado em R$ 2 bilhões anuais. Todos os Estados produzem a bebida genuinamente brasileira. No Rio Grande do Norte, o destaque é a produção da cachaça de alambique. Feita artesanalmente, a bebida ganha novas versões para atender a demanda do mercado interno e internacional. A cachaça orgânica é a nova aposta dos produtores potiguares. Pelo menos duas cachaçarias possuem a versão e outros engenhos estudam a implantação da produção em suas terras.
Adriano Abreu
José da Costa Souza fala sobre produção de cachaça na fazendaJosé da Costa Souza fala sobre produção de cachaça na fazenda




Localizada a menos de 60 quilômetros de Natal, a Fazenda Jardim abriga a Agroindustrial Extrema.  No local, há seis anos, é fabricada a cachaça Extrema e outros 25 itens que vão de aguardante a licores. No mês passado, a cachaçaria foi uma das vencedoras do 9º Prêmio à Micro e Pequena Empresa (MPE) Brasil na categoria Agronegócio. Em 2010, a Extrema foi uma das primeiras a conquistar o selo de produto orgânico emitido pelo Instituto Biodinâmico (IBD) e que antes passa pelo crivo dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Meio Ambiente e do Trabalho e Emprego.


A diferença da cachaça tradicional para a orgânica é que, na produção desta, não é utilizado nenhum produto químico em sua confecção. Para a fermentação da bebida, ao invés de ácido sintético, é utilizado o suco de limão. A plantação da cana-de-açúcar – matéria-prima da cachaça – está livre de agrotóxicos. “Todos esses detalhes são fundamentais para ter direito ao selo”, revela José da Costa Souza, um dos proprietários da Fazenda Jardim e produtor da cachaça Extrema.


Há mais de 20 anos José Souza produz cana-de-açúcar. A produção, conta ele, era comercializada integralmente com usinas da região e uma indústria de cachaça. O cenário começou a mudar quando, em 2006, o filho de José, o então recém-formado engenheiro agrônomo Anderson Faheina, trouxe a ideia de produzir cachaça de alambique. O investimento inicial foi de R$ 500 mil. Hoje, a produção é de 200 mil litros por ano. Desse total, 80 mil litros são de cachaça envelhecida. A Fazenda Jardim produz 12 mil toneladas de cana-de-açúcar por safra. No entanto, na última colheita, menos de 10% do que foi colhido foi transformado em cachaça. “A produção ainda é pequena, mas a intenção é crescer cada vez mais. O produto é lucrativo, o difícil é vender porque precisamos oferecer degustação e passar a ser conhecido na propaganda boca-a-boca”, disse José Souza.


A maioria dos engenhos potiguares está localizada na região Agreste do Estado. Mas é no Seridó que uma das cachaças mais conhecidas pelo público potiguar é produzida. A Samanaú também ganhou a versão orgânica e quer conquistar o paladar de apreciadores de aguardante em todo mundo. Na Fazenda Samanaú, a fermentação da bebida é feita através de leveduras selecionadas, “sem adição de nenhum produto químico”, explica Dadá Costa, proprietário do engenho. “No próximo ano, vamos começar a exportar para alguns países da Europa”, avisa.


Cerca de 300 mil garrafas da cachaça Samanaú são produzidas por ano. A bebida existe desde 2005. Naquele ano, a produção foi menor, apenas 25 mil garrafas. A estiagem desse ano, segundo Dadá Costa, não será empecilho para os planos da fazenda. “Como contamos com a irrigação, a cana não se perdeu. Só teremos problemas se a seca desse ano se repetir em 2013”. Mais que a possível falta d’água, o que preocupa o empresário é a carga tributária que incide sobre a bebida. “Pagamos muitos impostos. A carga tributária é muito pesada e limita nossa expansão”, alega. 


A Fazenda Jardim também tem planos ousados. Ainda esse ano, a cachaçaria Extrema pretende aumentar o mix de produtos. O próximo passo é a produção de vinho. De acordo com José Souza, a ideia está amadurecida. Rótulos e garrafas já foram produzidos mas por enquanto não podem ser revelados. “A produção inicial será com a uva de Petrolina-PE. Acredito que devemos começar a produzir dentro dos próximos três meses”, afirma.  


Antigos engenhos viram atração turística no interior


A cachaça é a bebida mais popular do Brasil desde que os primeiros engenhos foram criados no início da colonização portuguesa. A partir do momento em que o destilado nacional passou a ser devidamente valorizado, e a produção artesanal ganhou importância como padrão de qualidade, os velhos engenhos de alambique se tornaram atrações à parte. O Rio Grande do Norte está nessa rota, ainda que de forma tímida. Proprietários de engenhos querem incrementar a atividade turística e gerar mais negócios em suas propriedades.
Adriano Abreu
Alguns engenhos do Estado, como a Fazenda Jardim, ainda possuem uma série de equipamentos para a produção de cachaça artesanalAlguns engenhos do Estado, como a Fazenda Jardim, ainda possuem uma série de equipamentos para a produção de cachaça artesanal




A Fazenda Jardim já deu um passo nesse sentido. No local onde é produzida a cachaça Extrema, existe um auditório onde os visitantes assistem palestras sobre como a bebida é produzida. Depois da “aula teórica”, o turista ver de perto a prática. Já há parcerias com alguns receptivos de Natal que, no período de produção da cachaça, levam os turistas à fazenda. “Aqui eles conhecem como é feito e provam a cachaça. Temos uma lojinha onde o pessoal pode comprar tudo que é produzido”, explica José da Costa Souza.


O visitante também conhece o projeto sócio-ambiental do engenho que consiste em trabalhar e purificar a sujeira dos esgotos, convertê-la num líquido rico em nutrientes, e irrigar os vegetais que alimentam o gado. Um interessente processo de beneficiamento sustentável.


Dadá Costa, proprietário da cachaça Samanaú, em Caicó, também quer levar os turistas para o engenho. O empresário conta que há um projeto de criação do “Museu do Sertão”. “Além de conferir como é a produção da cachaça, o turista vai conhecer um pouco da história do sertanejo”, explica. O prédio do futuro museu já está construído. “Ainda não sabemos quando vamos inaugurar. Falta agilizar alguns detalhes”.


O município de Goianinha, distante 54 quilômetros de Natal, chegou a ter 21 engenhos em funcionamento. Após um período de declínio, a partir dos anos 80 as novas tecnologias foram proporcionando um renascimento. O produtor Frederico Araújo Lima está há oito anos à frente do Engenho Mucambo, onde produz as cachaças Maria Boa e Mucambo. Todas as etapas do processo de produção da cana, da moagem até o engarrafamento, podem ser vistas numa passagem rápida pelo engenho. Frederico percebeu o potencial disso para atrair um novo público e tem planos para o local que vão além da cachaça. O produtor pretende fazer do local um pólo de turismo rural. A construção do espaço já se encontra adiantada. 


“Pretendo fazer da Mucambo um parque temático ecológico, com uma série de atrativos para quem desejar saber mais sobre a ambientação do campo, a cultura, e tudo que o envolve”, explica. Ele pretende abrir o engenho para essas funções no próximo semestre. “Mas já recebemos turistas que  conhecem o engenho e uma antiga casa, com 200 anos, onde minha mãe morou”.


O espaço já conta com vários elementos do futuro parque. Foi construída uma bodega de taipa ao estilo antigo, que além de cenário também venderá as caninhas; há um mucambo - as casas que os escravos construíam quando fugiam - estilizado, e um restaurante que está em fase de finalização. Será construído ainda uma piscina e parque infantil. O engenho também já dispõe de uma trilha ecológica, com banho de bica, que só pode ser realizada através de reservas.


Agregar valor à cachaça artesanal é o objetivo maior do Sebrae junto aos 12 produtores atuais relacionados à instituição. “Queremos que o consumo seja ampliado, já que a aguardente industrial ainda domina. Vamos mostrar que cachaça de qualidade não está só em Minas Gerais”, afirma Honorina de Medeiros.


RN produz 300 mil litros de cachaça por ano


Atualmente, seis engenhos estão em atividade no estado do Rio Grande do Norte e são responsáveis pela fabricação de aproximadamente 300 mil litros de dez marcas de cachaça. Além desses, dois engenhos estão em fase de implantação. As informações são do Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae/RN) que possui um projeto específico para esse setor há mais de oito anos.


“Percebemos que o segmento estava em expansão no Rio Grande do Norte e era necessário criar uma dinâmica especial que pudesse atender a contento esses produtores”, comenta a analista técnica Honorina Eugênia de Medeiros.


No Sebrae/RN, os produtores são orientados como proceder para assegurar o reconhecimento da qualidade da cachaça de alambique. Em conjunto com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e parceria com o Mapa, o órgão desenvolve o Programa Nacional de Certificação de Cachaça (PNCC). 


“A cachaça feita no RN é de ótima qualidade. Infelizmente, ainda existe um certo preconceito com a bebida e o consumo da cachaça de alambique ainda é considerado baixo no nosso Estado”, diz Honorina.
FONTE - TRIBUNA DO NORTE

CACHAÇA MARIA BOA

Cachaça Maria Boa é envelhecida em barril de amarelo cetim por 2 anos
O Engenho Mucambo é famoso por ser o único do Rio Grande do Norte e um dos poucos do país a fabricar uma cachaça amaciada por dois anos em barril de amarelo cetim – a Maria Boa, que é do tipo ouro. Já a que leva o rótulo Mucambo é armazenada em barril de umburana, que dá um sabor também diferenciado à bebida.  São quatro barris – três de amarelo cetim e um de umburana – com capacidade para armazenar 20 mil litros de cachaça cada um. O engenho produziu 35 mil litros de cachaça na última safra, período entre os meses de novembro e março. Liquido suficiente para proporcionar uma receita de R$ 600 mil ao ano.
Mas a empresa vai abrir outra linha de produtos e deve lançar ainda neste semestre a cachaça do tipo prata. Serão quase 30 mil litros desse tipo de cachaça que devem chagar até os consumidores potiguares. “A cachaça prata tem uma rentabilidade maior porque é armazenada apenas por seis meses, enquanto as demais passam dois anos sendo amaciadas”, explica Pedro Lima.
A empresa está terceirizando a parte de distribuição para ganhar novos mercados. Hoje, praticamente, a produção supre o mercado potiguar, abastecendo as principais redes de supermercados nativas do Rio Grande do Norte, distribuidoras de alimentos e lojas de produtos regionais. O desafio, no entanto, é entrar no mercado nordestino, sobretudo o paraibano, considerado o com maior consumo per capita de cachaça da região. “Vamos fortalecer a marca no estado e depois partir para outros mercados”, revela a estratégia
Outra estratégia da Mucambo é ampliar a linha de produção para reduzir custos, principalmente com mão-de-obra. Ao aumentar a capacidade produtiva, a empresa consegue manter o volume e encurtar o tempo de produção. Para isso, estão sendo necessários investimentos na modernização da estrutura. Um novo alambique deve dobrar a capacidade produtiva, elevando para 200 mil litros por ano.

Nesse sentido, a inovação também integra o diferencial do engenho. A empresa decidiu apostar na refrigeração individual das dornas de fermentação, os recipientes onde é depositado o líquido para fermentar e obter o produto que será destilado. “Como esse tipo de refrigeração, temos um controle melhor da dorna”. Com a ampliação, o engenho será dotado de dez dornas, das quais três são refrigeradas.
FONTE - GAZETA DE RODÔNIA

MALHADA VERMELHA

A EXTINTA CACHAÇA MALHADA VERMELHA, MUNICÍPIO DE SEVERIANO MELO, FOI CRIADA EM 1925

A Cachaça Malhada Vermelha foi criada em 1925 pelo senhor RAIMUNDO FERREIRA, posteriormente passou para o senhor RAIMUNDO FERREIRA SOBRINHO (09/12/1932 – 27/11/1996).
        Essa aguardante, apesar de não sendo fabricada é largamente conhecida no Estado do Rio Grande do Norte. Desde 1997 ser produzida, a cachaça ainda hoje existem alguns exemplares e a venda se tornou artigo de luxo, chegando a ser vendida a duzentos reais.
       A Malhada  Vermelha era tão forte que antes mesmo de está pronta no alambique já estava vendida, É uma cachaça , com 43,68º de graduação alcoólica, mas muito saborosa. Era fermentada e destilada em tuneis de madeira e que passava por três filtrações. Era um processo bem redimentar mas com todo cuidado. Primeiro a cachaça passava por algodões, depois por areia bem lavada do rio Apodi-Mossoró e por último pelo carvão para não ter resquício de sujeira. Quando o alambique estava a todo vapor, chegava-se a fabricar entre 40 e 60  litros de cachaça, 

RAIMUNDO FERREIRA, CRIADOR DA CACHAÇA MALHADA VERMELHA

RAIMUNDO FERREIRA, natural de Apodi, mas precisamente no sítio Boa Vista, nascido em 30 de setembro de 1903,  filho de  Pedro Ferreira e de Marculina Ferreira Pinto, filha de Antonio Rufino Souto . Casado com Raimunda de Oliveira, natural de Apodi, nascida em 21 de agosto de 1908, filha de João Canuto (primeiro professor de Severiano Melo) e de Maria Libânia Melo, falecida em 27 de março de 1986.
   Raimundo Ferreira, fundador da cachaça MALHADA VERMELHA, quando no ano de 1925 comprou uma propriedade ao senhor Francisco Ferreira Pinto, o qual era sócio com o Padre Benedito Basílio Alves. No ano de   1927, o mesmo  fundou a essa cachaça, cuja indústria foi continuada pelo seu filho Sobrinho Ferreira, a qual esteve presente em toda a região 0este Potiguar até o ano de 1996. Com a morte de Sobrinho Ferreira, a Malhada Vermelha fechou suas portas.
   Raimundo Ferreira também foi o responsável pela construção da Capela de São Francisco, no povoado de Malhada Vermelha, isso no ano de 1927. Portanto, a Malhada Vermelha só se desenvolveu quando Raimundo Ferreira e seu filho Sobrinho Ferreira estavam vivos, depois do desaparecimento dessas duas importantes pessoas, a Malhada Vermelha caiu na total decadência, em todos os sentidos.
   Raimundo Ferreira faleceu no dia 18 de novembro de 1898.

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